quinta-feira, 22 de maio de 2008

Faltou o mais importante

Esperei um pouco para escrever esse post, não quis deixar meu inconformismo tomar conta das minhas palavras, mas agora já posso escrever.
Antes de tudo, o que sinto é uma grande tristeza, foi uma quinta-feira triste, toda a empolgação que sentia na manhã da quarta, foi embora perto da meia-noite. Lembro bem, segurava o escudo forte, perto da boca, olhava para televisão, nada passava pela minha cabeça, nem quando o Fluminense fez o gol. Só sei que foi triste e dolorido. Nesse post não vou tecer comentários sobre o time ganhador, não é justo que eu menospreze a classificação deles, mas sim vou comentar sobre meu time que me decepcionou.
Quando tomou o um a zero e até um tempo depois, o time tomou um baile. A ala direita do São Paulo era um paraíso. Dava para ver a expressão de confusão nos jogadores, mas depois dos trinta o time se acertou e colocou a bola no chão.
No segundo tempo voltou com tranqüilidade até que sofreu o segundo gol. Depois disso, foi pressão do Fluminense até que saiu o gol que selou o jogo.
Quanto a atuação de alguns jogadores tenho alguns cometários também. O Richarlyson não jogou nada, a expulsão do Joílson complicou tudo (na minha opinião, infantilidade do jogador e exagero do juíz), e o Rogério falhou no segundo gol. Penso que o Hugo não deveria ter saído, pois estava jogando bem, ajudando na marcação e levando a bola para o ataque. A bola não chegou no Adriano, o Aloisio entrou bem, e Miranda e Alex Silva ficaram longe de suas atuações normais. Zé Luís fez sua parte, Fábio Santos ajudou, apesar que podia ter sido expulso e o Hernanes jogou as duas piores partidas com a camisa do São Paulo. E o Dagoberto que deu declarações dizendo que era jogo para craque aparecer e não fez nada.
Conversando com um amigo meu, que sempre posta aqui no blog e lendo um e-mail que o tio dele escreveu para ele, mais o que penso desde o ano passado, parece que o que mais faltou foi o espírito de campeão, um espírito que pelo que senti foi embora depois do Brasileiro de 2006. Tudo bem que time foi campeão brasileiro ano passado, mas foi campeão pela sua regularidade e não por jogos marcantes.
Parece que a vontade de vencer sumiu, o time jogou bem, mas o coração não estava lá. Não tinha paixão, não tinha a paixão que eu tinha torcendo, esfregando o escudo junto ao peito, a angústia que eu senti depois dos 45 minutos. E parei para pensar, desde 2007, a torcida do São Paulo sumiu mais do que o normal dos estádios.
Ontem vi um time que não queria ser campeão.

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